Apenas 35% dos brasileiros têm reserva financeira, reporta Marcio Alaor, do BMG

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Segundo pesquisa realizada pelo SPC Brasil e pela CNDL, 65% dos brasileiros não possuem uma reserva financeira. Em março de 2017, as classes A e B foram as que mais conseguiram poupar.

Fatores como a crise econômica e os altos índices de desemprego têm feito com que muitos brasileiros passem por dificuldades em relação às suas finanças. Com isso, poupar fica cada vez mais difícil, pois raramente é possível destinar uma parte do orçamento àquela reserva financeira criada para ser utilizada em momentos emergenciais.

Isso, segundo o que reporta o executivo Marcio Alaor do Grupo BMG, ficou bastante claro em uma pesquisa divulgada no final da segunda quinzena de maio sobre a porcentagem de brasileiros que possuem alguma reserva financeira.

Segundo os dados do levantamento, que foi feito pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), apenas 35% dos brasileiros têm reserva financeira. Ou seja, 6,5 em cada 10 pessoas no país não possuem algum valor guardado para utilizar em situações de emergência.

Levando em consideração o terceiro mês de 2017, a pesquisa mostrou que apenas 24% dos brasileiros conseguiram guardar algum dinheiro, informa o executivo do BMG, Marcio Alaor. Analisando-se esse índice de acordo com as classes, o executivo do Grupo BMG cita que existe uma grande disparidade. Entre as pessoas pertencentes às classes A e B, 37% afirmaram que conseguiram destinar uma parcela do orçamento de março para a reserva financeira. Já entre as classes C, D e E, esse percentual caiu para somente 13%.

Entre todos aqueles que conseguiram poupar alguma coisa no terceiro mês de 2017, a quantia média guardada foi de 502 reais, noticia Marcio Alaor do BMG. No que se refere ao modelo de reserva financeira utilizado, o executivo do Grupo BMG destaca que, segundo a pesquisa do SPC Brasil e da CNDL, 64% dos que pouparam optaram pela caderneta de poupança. Guardar o dinheiro em casa foi a alternativa escolhida por 20% dos poupadores.

Os fundos de investimento aparecem como a terceira opção mais utilizada (10%). Na sequência, aparecem a Previdência Privada, com 7% da preferência entre aqueles que conseguiram guardar algum dinheiro, o CDB (6%) e o Tesouro Direto (4%). É importante destacar que algumas pessoas investiram em mais de um modelo de aplicação.

No caso das pessoas que não conseguiram guardar algum dinheiro, Marcio Alaor do BMG, informa que o principal motivo dado por elas para que isso tenha acontecido foi a renda baixa (44%). O executivo do Grupo BMG cita ainda que outros 16% afirmaram que não pouparam porque tiveram imprevistos. A porcentagem de pessoas que não colocaram algum valor em suas reservas financeiras porque estão sem uma renda também foi alta (13%). A falta de controle sobre os gastos (9%) e a inexistência de disciplina (6%) também foram motivos citados.

O levantamento do SPC Brasil e da CNDL, que foi realizado em 12 capitais, englobando todas as regiões brasileiras, teve a participação de 800 pessoas, todas com 18 anos ou mais. Ou seja, apenas a população economicamente ativa foi ouvida.

Para finalizar, o executivo do Grupo BMG, Marcio Alaor, reporta que segundo a pesquisa durante o mês de março de 2017, 55% dos brasileiros que possuem alguma reserva financeira utilizam parte dos recursos poupados. Sendo que os principais destinos para esse dinheiro foram o pagamento de contas da casa (13%), imprevistos (11%) e a quitação de despesas extras (9%).