Arte também é negócio

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Quando começou a SP Arte, Fernanda Feitosa tinha como meta apresentar à um número grande de pessoas, arte moderna e contemporânea. “O Brasil é muito envolvido com a história da arte, e agora, ainda mais do que nunca, o mundo está interessado no que temos para expor e a oferecer. Sempre existem novos desafios, mas o que realmente queremos é criar uma rede de galerias com colecionadores, artistas e pessoas interessadas em arte”, diz Fernanda, criadora da mostra que teve em abril de 2016 a sua 12° edição no Pavilhão da Bienal em São Paulo. O evento teve a participação das 120 principais galerias do Brasil e do mundo.

A carioca Fernanda Feitosa é formada em Direito, mas a arte está em seu DNA, cresceu nesse meio, tem familiares artistas e é colecionadora de arte. Mesmo que a representação do Brasil seja de 1% do mercado global de arte, o setor vem demonstrando resultado significativo nos últimos anos, segundo a Apex (Agência Brasileira de Promoções Exportações e Investimento). “As 54 galerias que são associadas, somaram juntas mais de 27 milhões de dólares em negócios realizados fora do Brasil, o que representa um crescimento de 46%. Estamos crescendo, mas ainda são números modestos, estamos em busca de mais” conclui Fernanda.

Com pós-graduação em história da Arte e proprietário da Dan Galeria, Flávio Cohn desde 2005 participa de todas as edições da feira. “É muito importante para o mercado, para todos que frequentam e também para aqueles que não conhecem sobre arte. É o máximo essa liberdade que temos na galeria aberta, e a feira contribui muito, sendo que acontece com a arte no Brasil e no exterior. É ótima para quem pretende comprar ou apenas visitar, podendo vislumbrar os trabalhos dos artistas. O evento traz ao visitante, uma visão abrangente do cenário artístico atual” explica Flávio.

A crise não demonstra ser um problema para este setor. Lucas Cimino, que em 2010 abriu a Zipper Galeria em parceria com seu pai, acredita que a crise que assola o cenário atual é mais psicológica do que financeira, já que a Zipper obteve um ótimo faturamento em 2016. Lucas afirma que a conta é complicada, porém sempre existe quem tem dinheiro sobrando no banco e o desejo de comprar. “Arte é um hobby custoso, que envolve; estudo; busca; pesquisa e dinheiro. É caro colecionar, mas existem muitos níveis de colecionadores, que variam entre os iniciantes e os que já colecionam há muito tempo. Não podemos nos queixar” explica Lucas.

Já Renato de Cara, formado em jornalismo e proprietário da galeria Mezanino, faz questão de sempre participar do evento, comenta que é muito importante estar no calendário oficial da SP Arte. “Tive um crescimento espontâneo e em 2010 fiquei muito feliz por vender um álbum do artista Ulysses Bôscolo para a Pinacoteca de São Paulo e, em 2011, também cinco fotografias de Léo Sombra para a mesma Pinacoteca. No Brasil é a mais importante feira de arte” finaliza Renato.

Em 2017 a Feira acontece de 6 a 9 de abril no Pavilhão da Bienal no Parque Ibirapuera – Av. Pedro Álvarez Cabral – SP.