Desemprego faz com que mais empreendedores apareçam e se formalizem com o MEI

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Os dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, revelaram que 11,6 milhões de pessoas perderam o emprego em 2016. Por conta dessa crise de desemprego que atinge todo o país, muitos brasileiros têm optado por abrir o próprio negócio. Isso fez com que o MEI – Microempreendedor Individual, registrasse um aumento no número de empresários formalizados. No ano passado, foram registrados 6,3 milhões de pessoas formalizadas com o MEI, revelando um aumento de 19% comparado ao ano de 2015.

Mas não é só por conta do desemprego que os brasileiros estão partindo para o empreendedorismo. Além de poder ser uma renda extra, esse é o caminho para quem quer ganhar dinheiro diretamente com o seu esforço. A forma mais fácil e rápida para quem quer se tornar um empresário é começar pela formalização do MEI.

Existem inúmeras vantagens em se formalizar, a primeira delas é possuir o CNPJ. Com esse número de identificação, é possível abrir contas bancárias, solicitar linhas de crédito com descontos para empreendedores, emitir notas fiscais, entre outras coisas. O CNPJ também é muitas vezes exigido por alguns fornecedores ou clientes, pois passa uma certa credibilidade para o negócio.

O analista Marcos Vieira do Sebrae-SP, explica: “Com um CNPJ em mãos, é possível obter várias vantagens que uma pessoa física não consegue, como facilidades e preços mais atrativos na hora de comprar mercadorias, empréstimo com taxas mais atrativas no BNDES e no Banco do Povo, por exemplo”.

Além dessas vantagens significativas na hora de fazer negócio, o empreendedor ainda conta com alguns auxílios que podem ser solicitados quando for necessário, como, por exemplo: auxílio doença, pensão por morte, licença-maternidade e até a aposentadoria do INSS. Ou seja, o imposto pago pelo microempreendedor individual é revertido para um fundo de segurança enquanto ele trabalha como autônomo.

Quem quer se formalizar com o MEI só precisa ficar atento as atividades exercidas pela empresa. Nem todas as atividades existentes são cobertas pelo programa do governo, mas existe no site do MEI uma lista grande com muitas variedades do que pode ser registrado como microempreendedor individual. Ao todo são 497 atividades diferentes, que vão desde costureira a pipoqueiro, pintor, confeiteiro, entre outros.