Hering aposta em mudanças para escapar da crise

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Desde o ano de 2012, ainda bem antes de acometer o país, o termo “crise” já se fazia presente no cotidiano da Hering. O primeiro sinal de alerta se deu após o balanço financeiro daquele ano. Á época, vista como uma das preferidas da Bolsa de Valores e chegando a possuir valor de mercado na casa dos R$ 8 bilhões, a varejista catarinense começou a apresentar resultados negativos após seis anos de crescimento contínuo. Nos últimos quatro anos a empresa vem lutando para modificar este quadro, contudo, a empreitada vem sendo dificultada pela atual situação do mercado.

O presidente da companhia, Fábio Hering, noticiou que os problemas da empresa, que está há 135 anos em atividade, vão além dos pertinentes aos efeitos da crise econômica. De acordo com o executivo, a Hering necessita mudar, se reinventar. Para tanto, esforços vêm sendo aplicados em diversos contextos: desde mudanças em relação à linha de produtos, de modo a diversificar o conhecido padrão de camisetas básicas; otimização logística, permitindo que os franqueados adquiram quantidades menores de produtos – diminuindo a venda dos produtos em excesso no estoque por meio de liquidação; além de alterações no layout, buscando modernização.

Até o momento, no entanto, as transformações não apresentaram qualquer repercussão positiva nas contas da empresa. As franquias abertas há mais de um ano (e que servem de termômetro de análise para os especialistas do setor varejista) apresentaram queda de 5,5% no trimestre inicial de 2017 – sendo este pior resultado da companhia nos últimos anos. A receita ficou na casa dos R$ 376 milhões, que é o pior resultado desde 2011. Para se ter uma ideia melhor, o lucro do primeiro trimestre, R$ 29,3 milhões, representa menos da metade do apurado logrado neste mesmo período em 2012. Contudo, apesar na queda dos números, a empresa não deve diminuir o ritmo.

Segundo Guilherme Assis, analista de varejo que atua no Brasil Plural, apesar da deterioração dos resultados e da demora na aparição de pontos positivos após as mudanças efetuadas, o momento é de seguir em frente a todo velocidade. De acordo com Assis, a Hering tem uma posição privilegiada em seu ramo de atuação, pois ainda consegue gerar lucro – mesmo que em menor volume – enquanto que concorrentes como a gigante Marisa, já se encontram com o sinal vermelho ligado há algum tempo.

R$ 30 milhões em investimentos

Para Luiz Cesta, analista do banco Votorantim, as reservas econômicas armazenadas durante o período de crescimento, permitem a Hering a regalia de investir em tempos de crise econômica. Nos próximos 12 meses, serão R$ 30 milhões gastos com as reformas de aproximadamente 100 franquias. A empresara pagará 25% deste valor e financiará o restante para os franqueados em 12 vezes.