Ibope ajusta parâmetros de pesquisa de acordo com o crescimento da população, por Claudio Loureiro

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O Kantar Ibope Media, instituto especializado em realizar análises acerca da performance de mídias, atualizou os critérios de apresentação dos dados que coleta em seus inúmeros estudos. Já no primeiro dia de 2017 houve a implantação dos novas regras de mensuração adotadas, sobretudo em relação à programação exibida por meio de redes de televisão nacionais. Informações provenientes de fontes oficiais de estatística serviram como base para que as adequações ocorressem, reporta o publicitário Claudio Loureiro, atuante na agência Heads.

 

Para o instituto, o país está dividido em quinze regiões, de acordo com a adoção de métodos específicos, onde a população é agregada conforme variantes demográficas. Em cada praça analisada, os pontos representam percentuais de pessoas que estão assistindo determinado conteúdo televisivo. Profissionais que trabalham com publicidade e propaganda, como o gestor da Heads, Claudio Loureiro, empregam as informações do Ibope como ferramentas para elaboração de campanhas diversas.

 

Antes das mudanças, cada ponto no Ibope correspondia a cerca de 240.886 residências, onde se projetava um total de 684.202 pessoas. Os números referem-se à abrangência nacional que a televisão alcança na atualidade. Com os novos indicadores, as unidades de pontuação passam a ser de 245.702 domicílios e 688.211 telespectadores. O crescimento populacional interfere diretamente na forma como se analisam as informações dessa natureza, informa Claudio Loureiro.

 

Para de ter uma ideia, quando determinado programa alcançar 30 pontos no Ibope, é o mesmo que dizer que 7,37 milhões de moradias estão conectadas, o que significa que 20,65 milhões de indivíduos concedem sua audiência naquele momento. Com os critérios ajustados ao crescimento demográfico, há maior probabilidade de que campanhas de cunho publicitário atinjam seus públicos-alvo de modo mais eficiente, explica Claudio Loureiro, especialista no assunto.

 

Os índices apresentados por meio do Ibope são empregados por diversas outras empresas, principalmente pelas próprias redes de televisão. A mensuração que já é conhecida há tempos pelos brasileiros, vem sofrendo modificações ao longo dos anos. Isso ocorre pelo fato de mecanismos como a internet terem exercido grande influência sobre as escolhas do telespectador, efeito que pode ser conferido a cada nova análise realizada. As redes sociais são responsáveis pela popularização ou não de programações veiculadas pela televisão. Quanto mais se explora determinado assunto, maior será o interesse despertado acerca do que é exibido, enfatiza o empresário.

 

Do mesmo modo que ocorre em outros tipos de pesquisa, o Ibope subdivide a população com base em critérios sociais, demográficos, dentre outros. A partir do que é coletado, muitas análises podem ser elaboradas, facilitando a compreensão que se tem acerca do universo estudado.

 

Além de serem uma importante base para a aplicação da publicidade, principalmente nos intervalos das programações, as pesquisas são verdadeiros demonstrativos do que o povo deseja para aquele momento. Com isso, campanhas mais precisas e humanizadas podem ser melhor trabalhadas, destaca Claudio Loureiro. As redes sociais constituem cada vez mais uma forma de se interagir com o que é exibido nos canais de televisão. Dessa maneira, a atenção do telespectador pode variar conforme a exposição que determinado programa possui nessas mídias.