Luiz Carlos Trabuco reorganiza presidência do Bradesco e investe em formação de novos líderes

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Embora o segmento bancário tenha apresentado uma corrente concorrencial muito expressiva nos últimos tempos, Luiz Carlos Trabuco acreditou, assim que se tornou presidente do Bradesco, que não era hora de se voltar aos apelos do mercado. Dessa forma, o executivo decidiu que o mais acertado a se fazer era aprimorar o nível de todos os serviços que o banco oferecia, algo que movimentou ainda mais a cartela de clientes da instituição. O efeito dessa e de outras atividades fizeram com que a organização tivesse destaque entre as concorrentes, fenômeno ocasionado despretensiosamente pela presidência da corporação.

Dentre as atividades que mais chamaram a atenção da concorrência, está a compra de uma unidade bancária, onde estima-se que a companhia tenha empregado cerca de 5 bilhões de dólares. Os resultados do vultoso investimento não demorou a produzir retorno para o Bradesco. De acordo com os índices de crescimento do banco, os clientes passaram a utilizar mais frequentemente as agências, tanto virtuais, quanto físicas. Com isso, depósitos, empréstimos e outros produtos tradicionais alavancaram o crescimento da instituição.

O atual presidente da organização já foi um dos alunos da USP, época em que estudava na Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras. Paralelamente a isso, Luiz Carlos Trabuco se dedicava ao trabalho de escriturário do Bradesco, tratando-se de sua primeira função dentro da instituição. Algumas décadas depois de ter ingressado na organização, ele passou a liderar a área responsável pela concessão de seguros, ocasião em que pôde demonstrar mais claramente seu estilo de gestão, fator que gerou sua promoção ao cargo na presidência.

Até que se tornasse presidente do grupo, Luiz Carlos Trabuco teve de trabalhar nos mais diversos setores que a instituição possui, uma vez que nesse banco os planos de carreira funcionam dessa forma. Com a lucratividade do segmento de seguros em alta, o executivo suscitou um consequente aumento do lucro global da corporação. Assim sendo, o conselho de administração acreditou que ele estava preparado para a posição de líder máximo organização bancária, promovendo-o à nova função.

Uma das primeiras providências de Luiz Carlos Trabuco já no cargo de presidente foi a organização de um centro educacional para que os funcionários da instituição conseguissem aumentar suas bagagens de conhecimento a fim de tornarem-se novos líderes. Sob o nome de “Universidade Corporativa”, trata-se de um local cujo foco principal é o enriquecimento intelectual de colaboradores com aptidão para se tornarem novos executivos da companhia. Com as questões relacionadas aos recursos humanos sempre em pauta, ele mostrou preferência por realizar promoções de cargos de forma a estabelecer um diálogo direto com os envolvidos.

Quebrando uma tradição de décadas, Luiz Carlos Trabuco foi até os concorrentes buscar profissionais que julgava ser os mais qualificados para funções estratégicas dentro do banco. Em uma dessas buscas, ele conseguiu encontrar Renato Ejnisman, executivo que passou a dirigir um setor dentro da corporação. Além disso, o presidente da instituição não cumpre uma agenda convencional, uma vez que não se importa em estender suas horas de trabalho em reuniões ou jantares com a finalidade de fechar grandes negócios para a empresa.