Nanopartículas é a aposta de startup gaúcha para controlar fungos e bactérias

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Você sabia que a prata era utilizada antigamente como bactericida e antibiótico? Isso mesmo, os romanos em especial, sabiam das propriedades antimicrobianas deste metal poderoso. Esse elemento utilizado para materiais como talheres, medalhas, joias em geral, tem-se mostrado valiosíssimo para cientistas em todo o mundo. O material em questão é composto de partículas com função bactericida e antimicrobianas. Agora imagine esse material divido em nanopartículas, ou seja, reduzida em escala nanométrica. Nesse caso, o menos quer dizer mais, pois quanto menor a partícula da prata, mais forte se torna sua potência bactericida.

Foi com essa tecnologia em mente que uma startup em Santa Catarina, decidiu investir em um produto composto de nanopartículas de prata para desenvolvimento de materiais capazes de controlar a multiplicação de fungos e bactérias em diversos tipos de materiais.

Um exemplo clássico de um material comum utilizado em ampla escala no mundo todo e que acumula uma infinidade de bactérias, é a tábua de carne. A tábua é utilizada na cozinha para cortar determinados tipos de alimentos, como a carne, o que possibilita o armazenamento de milhares de bactérias, inclusive as Staphylococcus spp, encontradas em fezes de animais. Deste modo, as nanopartículas de prata podem ser integradas ao DNA das bactérias, impedindo seu desenvolvimento e proliferação.

Gabriel Nunes, da TNS Solution explica como acontece o processo:

“Ela é tão pequena que penetra nas paredes moleculares das células e libera íons que interagem com o DNA das bactérias e fungos, inibindo sua reprodução”

Essa tecnologia não se limita apenas a tabuas de carne. A nanopartícula de prata também pode ser utilizada para meias ou acessórios esportivos, embrulhos de alimentos em geral e até mesmo interagem na boa saúde bucal. Gabriel Nunes comenta:

“Elas podem ser usadas em travesseiros, embalagens de comida, tábuas de carne, tintas e até no combate a cáries. Em 2013, começamos com três ou quatro clientes regulares. Em 2014, já tínhamos sete. Estamos fechando 2015 com mais de trinta, além de planos de expansão para o exterior”

Para evitar custos dispendiosos com a planta da fábrica, a startup prefere investir em terceirizados, porém sempre com a supervisão e orientação de um engenheiro da empresa deles:

“Vemos qual a necessidade do cliente, do que ele precisa e criamos a solução, mas não temos uma planta fabril para produzir, o que diminui muito nossos custos. Usamos parceiros terceirizados para fabricar, mas sempre com acompanhamento de um engenheiro nosso.”

A aposta promete revolucionar o mercado de controle bacteriano e trazer ideias revolucionárias para o combate de micro-organismos maléficos à saúde.

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